Proteção aos adolescentes e jovens – debate entre Banda Wado e Dep. Luiz Couto (PT-PB)

No mês em que acontece o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual e Crianças e Adolescentes, o Câmara Ligada conversa sobre a situação de risco a que milhares de crianças, jovens e adolescentes brasileiros estão expostos: exploração sexual, trabalho infantil, violência doméstica e mesmo o desconhecimento dos estudantes sobre os direitos que estão garantidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A conversa é embalada pela música do Wado.

Catarinense de nascimento e alagoano de coração, Wado traz para o Câmara Ligada músicas de seu mais recente disco: “Terceiro Mundo Festivo”, em que capricha na mistura de ritmos como funk, reggaeton e afoxé – próprios do chamado “Terceiro Mundo”. Na estrada desde 2000. em pouco tempo se tornou presença nos principais festivais musicais brasileiros, como Tim Festival, Coquetel Molotov e Rec Beat (PE) Goiânia Noise (GO), Com: tradição (SP), FMI (BSB) e Feira da Música (CE), além de já ter representado o Brasil em grandes eventos como “O ano do Brasil na França” (2004) e projeto Copa da Cultura / Música do Brasil, na Alemanha (2005). Além de falar de seu trabalho como compositor e questionar as rádios brasileiras que ainda aceitam “jabá”, Wado falou da situação de vulnerabilidade de crianças e adolescentes em Alagoas.

Helena Oliveira, gestora de Programas da área de Direitos e Proteção da Criança do Unicef Brasil, explica a diferença entre prostituição e exploração sexual. Ela também fala das questões culturais que estão na base da exploração de crianças e adolescentes, inclusive dentro de casa.

Ionara Silva, coordenadora da Revista Viração em Brasília, instiga os jovens a se envolverem nas políticas públicas para garantir a ampliação dos direitos. Ela ressalta também a importância da aprovação da PEC da Juventude no Congresso.

O deputado federal Luiz Couto (PT- PB) destaca o trabalho da comissão parlamentar que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. E aponta que, apesar dos avanços obtidos com o ECA, ainda não existe no Brasil um rede de proteção que garanta a aplicação das leis.

Na platéia, estudantes do Colégio Santa Dorotéia, do Centro de Ensino Médio 10 da Ceilândia, do Colégio Ideal, de Taguatinga, do IESB – Asa Norte, além de jovens do programa Pró-adolescente da Câmara dos Deputados. Eles questionam o papel do governo na rede de proteção e querem mais formas de acesso à elaboração das leis que tratam da infância, adolescência e juventude.