Escravização contemporânea

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A pesar do regime escravocrata ter acabado há 130 anos, a escravização ainda está presente em diversos setores da sociedade, afetando pessoas em vulnerabilidade social. A organização Internacional do Trabalho (OIT), estima que cerca de 21 milhões de pessoas no mundo sejam vítimas da escravização moderna. Entre os diversos setores da economia que fazem uso da exploração de mão de obra escravizada, a atividade agropecuária é a principal, seguida da confecção têxtil, construção civil, mineração e trabalhos domésticos.

Rayla e Evelin

A Escravização moderna foi tema do programa Câmara Ligada.  O debate contou com a participação do subprocurador-geral do Trabalho e representante da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, André Spies. Ele falou sobre as ações do Ministério Público do Trabalho, “O Observatório do trabalho escravo é uma ferramenta que foi lançada para mapear onde e quem pratica essas ações e que a partir daí possam surgir políticas públicas para que se faça a repressão desse fenômeno.”

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O ativista social e militante do movimento negro, Mateus Santana, falou sobre como os aspectos sociais condicionam as pessoas para que sejam alvos dessa exploração, “Esses aspetos condicionam as pessoas a acharem que elas não podem romper com essa situação. É preciso que quem pode fazer algo faça por eles, pois sozinho eles não conseguem.”

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A cantora Bia Ferreira foi a voz dessa edição. Suas músicas de letras fortes que falam sobre desigualdade e racismo, foram a combinação para uma edição que agitou os alunos das escolas CED 04 de Sobradinho, CEM Paulo Freire,CEM 304 e integrantes do Jovem de Expressão.

 

 

 

O blogueiro desta edição foi Pedro Lemos, estudante de jornalismo e integrante do Conselho Jovem do Câmara Ligada.