Identidade de Gênero

A primeira gravação de 2014 foi sobre um tema que costuma gerar polêmica e ainda é visto como tabu na sociedade. Já sabe qual é? Vamos falar sobre identidade de gênero. Para entender melhor, a gente já começa explicando dois conceitos: Identidade de gênero é como nos identificamos dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente, se nos reconhecemos como menino ou menina – ou mesmo como nenhum dos dois. É totalmente diferente do que chamamos de Orientação sexual, que ligada a maneira como nos sentimos em relação à afetividade e à sexualidade.

_GUT9907

Programa sobre “Identidade de Gênero e Sexualidade” com Lia Sophia.
Fotógrafo: Gustavo Lima.

São muitas possibilidades, muitos rótulos e pouco espaço para se pensar e viver sem a pressão dos preconceitos. Podemos ser menino, menina, travesti, transexual. E ainda nos reconhecer como heterossexual, gay, lésbica, bissexual… Tudo isso parece um pouco confuso, mas na verdade é bastante simples. Independente da orientação sexual e do papel que cada um escolhe desempenhar na sociedade, existe a mesma capacidade de amar e ser amado. Para discutir esse tema tão importante convidamos o estudante de ciência política MARCELO CAETANO, a coordenadora de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República SYMMY LARRAT e a cantora, compositora e instrumentista LIA SOPHIA.

A cantora Lia Sophia também deu a sua opinião sobre o tema.  Fotógrafo: Luis Carlos Lopes

A cantora Lia Sophia também deu a sua opinião sobre o tema.
Fotógrafo: Gustavo Lima

O estudante e ativista Marcelo Caetano participou do programa.  Fotógrafo: Luis Carlos Lopes

O estudante e ativista Marcelo Caetano participou do programa.
Fotógrafo: Gustavo Lima

Symmy Larrat, coordenadora de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, participou do debate.  Fotógrafo: Luis Carlos Lopes Fotógrafo: Luis Carlos Lopes

Symmy Larrat, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, participou do debate.
Fotógrafo: Gustavo Lima

Durante o debate do programa tocamos em muitos pontos delicados como a violência e o preconceito, a dificuldade de acesso de transexuais à escola, ao mercado de trabalho e mesmo aos serviços públicos de saúde e o reconhecimento do “nome social” (nome pelo qual a pessoa se identifica). Marcelo Caetano ingressou na Universidade de Brasília em 2011 e conta sobre a dificuldade que enfrentou no ambiente acadêmico “A universidade não permitia o uso do nome social então em todas as chamadas, provas e registros constava o meu nome civil que é um nome feminino, com o qual eu não me identifico”. Posteriormente Marcelo conseguiu o direito a usar o nome social na UnB, mas revela que até hoje tem que lidar com o preconceito.

Debate com Lia Sophia, Marcelo Caetano e Sammy Larrat. Fotógrafo: Luis Gustavo

Debate com Lia Sophia, Marcelo Caetano e Sammy Larrat.
Fotógrafo: Gustavo Lima.

A cantora Lia Sophia trouxe a sua banda e participou do debate. Fotógrafo: Luis Carlos Gomes.

A cantora Lia Sophia trouxe a sua banda e participou do debate.
Fotógrafo: Gustavo Lima.

Symmy Larrat concorda que o preconceito ainda é muito grande e lamenta a falta de leis para punir os crimes cometidos contra transexuais e travestis. “Falta uma lei que criminalize a transfobia. A principal dificuldade é essa, a falta de um marco legal para que as coisas aconteçam de uma maneira mais concreta” explica. Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, as principais vítimas de assassinatos, dentro da população LGBT, são travestis e transexuais. E ainda, 47% do total de denúncias de violação de direitos humanos contra a população LGBT registradas durante o ano de 2011 foram de jovens com idade entre 15 e 29 anos. Para termos uma juventude brasileira realmente livre e independente, não podemos esquecer das demandas especificas daqueles que sofrem mais violência.