Mobilidade Urbana

O trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça dos brasileiros e o problema tende a piorar caso não se adotem políticas públicas voltas a mobilidade urbana. O crescimento das cidades, a falta de qualidade do transporte público e as facilidades para compra de veículos particulares geraram um verdadeiro caos no trânsito. Hoje em dia, algumas pessoas levam mais tempo indo do trabalho pra casa do que em uma viagem para outra cidade. Então, como solucionar o problema de mobilidade urbana?

Para responder essa e outras perguntas o Câmara Ligada convidou Alexandre Gomide, técnico do Ipea que coordenou os trabalhos que resultaram na Política Nacional de Mobilidade Urbana; Camila Betoni, integrante do Movimento Passe Livre de Florianópolis; e o deputado federal Izalci (PMDB-DF). O rapper paulista Projota além de participar da discussão também foi a atração musical do programa e agitou a plateia com os hits: Foco na Missão, Mulher, O Projota Vai Tocar, Pra Não Dizer que Eu Não Falei do Ódio e Pode se Envolver.

Câmara Ligada - SESC Ceilândia

Durante o debate os convidados falaram sobre os principais problemas que a juventude enfrenta para se deslocar nas cidades. Para Camila Betoni a questão da mobilidade urbana deve ser entendida como um direito social, porque é a partir do transporte que a população pode usufruir de outros direitos como à educação e à saúde, “Do que adianta termos hospitais públicos escolas públicas se temos que pagar para chegarmos nesses lugares? O Movimento Passe Livre pensa no transporte como um direito fundamental das pessoas e não como uma mercadoria para ser explorada por meia dúzia de empresas” argumenta.

O deputado Izalci também concorda com essa visão e, atualmente, participa da comissão que analisa a Proposta de Emenda de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) que prevê a inclusão do direito ao transporte na Constituição. Para Alexandre Gomide um dos fatores que contribuem para a precariedade dos serviços é a falta de investimento do Estado. Quem sustenta economicamente esse sistema é o próprio usuário, até mesmo as gratuidades são custeadas por meio das tarifas. Para ele o bom funcionamento do transporte público é vital para o desenvolvimento das cidades, “Quando o transporte funciona bem, a cidade funciona bem e até mesmo quem não utiliza o transporte público se beneficia da existência desse serviço” explica. Se você quer conferir o debate na íntegra clique aqui.

Câmara Ligada - SESC Ceilândia