Brô Mc’s e GOG – Programa na íntegra

Mudanças climáticas, esgotamento dos recursos naturais, extinção de muitas espécies, superpopulação… A humanidade caminha para o abismo ou existe um caminho alternativo? A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) debateu justamente o que nós e nossos governantes temos de fazer para garantir o futuro de nossa espécie no planeta e nosso bem-estar. Sabemos que mudar a mentalidade das pessoas é difícil, mas parece ser a única opção. Então, quais são as propostas? Quais são os desafios? O que fazer daqui para a frente? Uma proposta importante é a Permacultura, que apresenta meios de reorganizar a economia e a produção de uma maneira sustentável, sem desperdício de recursos e aproveitando ao máximo cada etapa do processo produtivo. Reorganização das cidades, investindo mais em transporte público e outros meios não poluentes, investir mais nas pessoas do que nas coisas, reduzir o consumo e mudar as fontes de energia, apostando nas renováveis estão entre as ideias mais frequentes, mas nenhuma contém a solução completa. É preciso uma mudança global, do modo de pensar, de ver e de sentir. E a mudança está nas mãos da juventude.

Atração musical: Brô Mc’s – Criado na reserva indígena de Dourados, a mais populosa e violenta da região, o Bro MCs é o primeiro grupo Guarani-Kaiowa de rap a gravar um disco. As letras contundentes do grupo, formado por dois pares de irmãos, Clemerson e Bruno, e Kelvin e Charlie, têm chamado a atenção. Na fronteira entre Brasil e Paraguai, vivem os Guarani-Kaiowa, o mais numeroso grupo indígena do Brasil, atualmente. A pesada discriminação racial e a violência policial que enfrentam esses índios tornou inevitável a identificação com o hip hop. Nas aldeias do grupo, superlotadas pelo confinamento promovido pelo governo brasileiro ao longo de todo o seculo XX, a fim de liberar as ricas terras da região para o agronegócio, os jovens enfrentam fome, doenças e falta de perspectivas sobre um futuro. O resultado tem sido muita violência, suicídios e, agora, como reação, o hip hop, cantado em guarani.

Escolas: Centro de Ensino Médio Setor Oeste, CEF 17 de Ceilândia e Centro de Ensino Médio Paulo Freire

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