Controle midiático apaga a identidade da população e censura a cultura regional

Um dos convidados do programa sobre a “Democratização da Comunicação” foi o jovem radialista Renato de Souza. Ele participou de um dos VTs, onde contava um pouco sobre seu trabalho com rádios comunitárias. O garoto também escreveu um texto para o Câmara Ligada e gravou um podcast especialmente para os fãs do programa. Curtam aí o trabalho dele:

Podcast:


Com a popularização da internet, a população vem mostrando a necessidade de se apoderar dos espaços de mídia e expressar a sua arte

A briga dos veículos de comunicação por um espaço no espectro eletromagnético (canais de rádio e TV) deixa a população cada vez mais fora do espaço midiático. Os veículos de imprensa repercutem o que é ditado pela indústria cultural. O que vai ser exibido na TV, reproduzido no rádio e em grandes portais da internet passa a ser pautado pelo poder financeiro de um artista ou da sua produtora.

Nesse processo, a identidade cultural das regiões vai sendo apagada e reescrita pelas grandes produtoras ou interesses dos donos de grandes emissoras. No Brasil, as poucas famílias que dominam a comunicação ditam padrões de moda, cultura e os sucessos do momento. Com a popularização da internet, a população vem mostrando a necessidade cada vez maior de se apoderar dos espaço de mídia e expressar a sua arte e cultura.

Além da internet, os veículos comunitários devem cumprir esse papel, mas a legislação atual e uma série de dificuldades financeiras impedem o crescimento desses veículos. A legislação que rege as rádio comunitárias limita as transmissões e dificulta as concessões. Com isso, artistas regionais e fatos de interesse público não recebem a mesma atenção que pautas “patrocinadas” por grandes corporações, e assuntos que podem colaborar para o desenvolvimento de uma consciência crítica e a educação dos brasileiros ficam esquecidos.

Renato de Souza