Amores Possíveis – contra a Homofobia

Amores Possíveis
O Câmara Ligada de junho debate o tema “Amores Possíveis”, com a participação dos convidados Fábio Ribeiro (vice-presidente do Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania), o Professor Wanderson Flor (Universidade de Brasília), o Deputado Rodrigo Rollemberg (líder do PSB na Câmara) e a ilustre presença da Banda Chico Correa & Eletronic Band, de João Pessoa (PB). Não esquecendo da presença dos alunos de:

Convidados

Centro de Ensino FUndamental 17 – Ceilândia
Colégio CEM Ave Branca
Centro Universitário UNIEURO
Universidade Católica de Brasília
Universidade Estadual Goiás – Unidade de Uruaçu

_Bloco 1
Chico Correa & Eletronic Band tem influências culturais da cidade natal, juntamente com a música eletrônica e até mesmo com sons mais caricatos regionais como o baião e a repente. São fãs da banda Kraftweerk e já tocaram em eventos como TIM Festival e mesmo em algumas raves.

Vviver somente da música alternativa, segundo o vocalista, é impossível. Por isso cada integrante tem seus projetos e trabalhos paralelos. Em Brasília, suas músicas podem ser ouvidas em lugares como Calaf e Arena. Diversão e música de qualidade garantidos.

Para acompanhar o trabalho da banda, os internautas podem no MySpace
http://www.myspace.com/chicocorreaelectronicband

“Eu vou amar. Vou amar não sei a quem. Quem ama é quem vive bem. Ninguém vive sem amar….”

foto: Arthur Gouveia

_Bloco 2
Rodrigo Rollemberg é o primeiro convidado a se colocar no palco, posteriormente Fábio Ribeiro e Wanderson Flor. Em seguida, um vídeo com entrevistados que já sofreram algum tipo de preconceito no ambiente escolar, ou no trabalho e até mesmo na rua.

A reportagem chamou a atenção sobre o papel dos professores, que são sempre vistos como mestres, como aqueles que vão te ajudar na sua formação. Mas, muitas vezes, essa imagem entra em conflito por simples brincadeiras que acabam se tornando grande demais para quem é afetado. No caso, o homossexual. Afinal, nenhum hétero precisa assumir sua sexualidade para a sociedade.

Andréa, da ONG Coturno de Vênus, pergunta para Rodrigo Rollemberg se existe projeto específico que trabalha questões como a formação psicológica, no Governo. O deputado responde que a cultura deve ser mudada, por vivermos numa sociedade democrática. Exemplo de mudanças são programas como o Câmara Ligada, que abre espaço para este tipo de discussão, e, de certa forma, dá um passo na quebra dos tabus da sociedade.

O deputado menciona também a qualidade da didática dos professores. Eles precisam de orientação para lidarem com casos como a homossexualidade.

foto: Arthur Gouveia

Sobre o Coturno de Vênus:

http://www.coturnodevenus.org.br

Mas teremos mesmo de aceitar, por meio de leis, algo que vá contra nossos princípios? Independente do tema abordado? Esses questionamentos estiveram presentes. Fábio menciona que a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi rejeitada no Congresso.

Ele dá uma dica para casais gays que querem adotar uma criança: registre-a em nome de um, sendo solteiro. Mas que a família dê prosseguimento à luta pela aprovação dessas Leis. Fábio acredita que não se pode deixar de viver pela ausência de Lei, independente de qual for.

_Bloco 3
O Programa volta ao ar com mais uma reportagem: “Amor Livre” – reportagem sobre casais homossexuais e o impacto na família, com o fundo musical de Milton Nascimento: “qualquer maneira de amor vale a pena…”

foto: Arthur Gouveia

A família é o “lugar” que te acolhe, protege e dá conforto. Sempre recorremos aos pais, irmãos, primos etc., quando necessitamos de uma palavra de carinho ou mesmo um abraço – diferente do mundo, onde estamos vulneráveis à qualquer tipo de violência. Mas a família pode ser um espaço de contradição, pois por conta de preconceitos, o seu lugar de conforto, de repente, não existe mais. Dando abertura para a vulnerabilidade pessoal/psicológica da pessoa.

Os participantes do programa acreditam que não é por isso que teremos de deixar a família de lado. Afinal, essas são pessoas que te amam. Segundo Fábio, a busca pela aceitação da família começa com o próprio homossexual pensando em como educar seus pais para uma aceitação. As coisas demoram muito tempo até tudo ficar bem. Necessita-se paciência. Agressões físicas não levam a nada, pois isso é um simples ato de repressão. Não é simplesmente obrigar alguém a aceitar sua condição, mas um equilíbrio em ambas partes, diz Fábio Ribeiro.

O Deputado Rodrigo Rollemberg diz que a sociedade religiosa está mudando. Mas, não se pode obrigar instituições religiosas a aceitarem fatos como este. Pode-se é lutar pelas leis, pois o Brasil é um Estado Laico e deve garantir os direitos de todos, independente de convicções religiosas.

foto: Arthur Gouveia

O programa se encerra com os músicos nordestinos tocando mais uma música e movimentando a platéia do Câmara Ligada.

blogueiro colaborador: Arthur Gouveia